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“El hombre era alto y tan flaco que parecía siempre de perfil.”
Eis o líder Antônio Conselheiro, no romance de Mario Vargas Llossa, La Guerra del fin del mundo. Não era nem tão alto nem tão magro. No entanto a descrição é perfeita. Llosa captou bem o espírito do Conselheiro, ao esboçar-lhe os traços físicos. Um homem ascético, um místico com pudor de santidade, líder que não guiava o povo mas irradiava paz e confiança. Um homem manso, mas que vai levantar-se contra as injustiças. Que não decreta a guerra nem a ela incita, mas endurece quando chega a batalha.
Antônio Conselheiro é um dos personagens mais caluniados da história do Brasil. Fanático, louco, supersticioso, traidor, ignorante e arruaceiro - dos documentos oficiais estes rótulos passam aos livros de história. Apenas recentemente começou a mudar a imagem falsa que construíram para Conselheiro


